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A porta da aventura

Atualizado: 18 de abr.

Vamos #brincar um pouco? Então, volte no tempo em que você era criança e pense por um minuto nas coisas que a faziam #sorrir. Quantas boas lembranças ficaram guardadas em seu coração?


Aposto como algumas delas têm sabor de alegria: pirulito, picolé de limão, balas de coco, festa de aniversário e presente, guaraná, brigadeiro, cachorro-quente. Outras têm aromas que despertam vontades, bolo assando no forno, perfume de bebê, pipoca de cinema, algodão-doce no parque, material novo de escola, almoço na casa da vovó, dia de piscina, castelo de areia na praia, brincar entre o sol e o mar.


Muitas recordações trazem cenas das primeiras ternuras sentidas como ver peixinhos nadando, observar filhotes brincando, encantar-se com ovo no ninho, ganhar gato ou cachorrinho ou qualquer outro animal para sempre amar e cuidar.


Quem já andou a cavalo ou correu de bicicleta sentindo o vento no rosto e também subiu em árvore e disso fez alvoroço, chutou bola descalço na grama, brincou no balanço, dormiu acordado em cabana, tomou banho de esguicho, foi à festa do pijama… sabe como é.


Essas memórias ficam guardadas no coração da gente e nos permitem reviver sentimentos e emoções de um tempo rico onde havia espaço infinito para as pequenas e grandes alegrias. Mas tenho certeza de que há uma especial, capaz de unir corações em qualquer tempo e lugar, e por encantamento se fazer perpetuar pelo resto de nossas vidas, de geração em geração: o incomparável prazer de ouvir histórias. Ao redor da fogueira sob um céu noturno estrelado — como faziam nossos ancestrais —, ou em qualquer momento em que a magia aconteça, o tempo das histórias nunca se esgota, se extingue ou se encerra. Ele se renova e recomeça a cada vez que se ouve ou se diz era uma vez, e essa voz perdura para sempre dentro de nós.



Do colo para qualquer dimensão


Desde crianças gostamos de ouvir histórias. Se elas nos chegam pela família, avós, pais, irmãos ou tios, se forem narradas, ouvidas ou lidas, não importa, bastam estar inseridas no cotidiano para aprendermos a tê-las como companheiras, não como visitas aguardadas, e sim, como “gente de casa”, boas companhias em qualquer momento da vida, especialmente naqueles de quietude e paz, à beira do sonho.


Reencontrá-las na escola ou nas livrarias, bibliotecas ou teatros, nos tablets ou celulares traz de volta a alegria que se revela na voz que nos conta, nos gestos e sons, nas formas e cores, na sonoridade das rimas, na atenção para decifrar palavras e acompanhar o que vivem tantas personagens incríveis!


Essa presença constante encanta a alma, entretém a mente, traz conhecimento, faz pensar, evidencia valores, compartilha lutas e vitórias reais ou inventadas. Reinventam a vida.


A literatura, dentre outras artes, é


a expressão da alma que permite ser ouvida.

Torna-se viva, age e reage com o leitor-ouvinte a cada vez que compartilhamos histórias, e sempre que acessamos a conexão com infinitos imaginários, outras épocas, culturas e saberes.


A imaginação inspira ideias. E ideias inspiram sonhos, fortalecem a vontade e emprestam contornos e formas às nossas vidas.


No tecido das histórias se ocultam as tramas da existência humana, e no ato de ler, o reencontro possível na busca de cada leitor. É o melhor presente que se pode dar a alguém, uma senha para a aventura!


Percebe o valor deste tesouro a céu aberto e ao alcance das mãos?

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